Biografia Jaime Vinicius de Barros
Resolvi fazer um post sobre eu mesmo, contando um pouco de minha trajetória profissional e o que me trouxe até a Venture Commons. Hoje eu sou engenheiro e sempre me interessei por esta área. Ganhei meu primeiro micro aos 11 anos, e desde essa idade, comecei a programar em Basic e Assembler. Eu ficava horas tentando quebrar os códigos dos jogos para obter mais vidas e poder chegar ao final sem ter que reiniciar.
Alguns anos depois eu fui estudar eletrônica no CEFET. Sempre me interessei por eletrônica. Comprava aquelas revistinhas no jornaleiro e que ensinavam a montar detector de mentiras, pedaleira para guitarra, robôs e muitas outras coisas. Aos 16 anos eu fui trabalhar na divisão de computação gráfica da Globotec, uma produtora de comerciais das Organizações Globo. Foi um trabalho interessante, e até hoje me interesso por artes gráficas no computador.
Ainda estava entre a tecnologia e a aventura, então aos 18 anos entrei para a Escola Naval. Não fiquei seis meses lá. Acho que não estou preparado para que minha ascensão esteja ligada ao meu tempo de trabalho. Sou adepto a realizações, acredito que realmente para se ter sucesso em qualquer coisa, precisamos de 10% de sorte e 90% de transpiração (Esforço, persistência e dedicação). Então saí da escola naval e fui parar na Engenharia da UERJ.
Ainda tinha 18 anos, mas já sabia que queria ser empreendedor. Durante o meu curso, consegui um estagio na IBM, e lá fiquei por três anos. Foi uma experiência muito gratificante, pois trabalhava em uma das maiores empresas de tecnologia do mundo e em um grupo de elite, o IBM Consulting Group. Neste grupo pude ter contato com alguns executivos brilhantes e que me ensinaram muito. Eu trabalhava muito e estudava ao mesmo tempo e assim se passaram longos seis anos de Engenharia. O interessante que foi em meu primeiro ano de Faculdade que conheci o César. Ele também estava fazendo Engenharia, mas era de uma turma seis meses na minha frente. Acabei me formando em 1996, engenheiro de sistemas e computação, estava tão aliviado por ter terminado o curso que resolvi fazer pára-quedismo, saltei algumas vezes, mas depois resolvi parar a fim de não fazer parte da estatística.
Eu tive outros trabalhos durante o período da faculdade, mas assim que me formei, o Cesar, que tinha aberto uma empresa chamada Technosource e que desenvolvia sistemas para grandes empresas, me convidou para ser analista. Acho que essa oportunidade contribuiu para que nos aproximássemos. Devo ter ficado na Technosource aproximadamente um ano. Minha vocação para empreendedor falou mais alto e fomos eu e outro amigo abrir uma franquia do provedor Terra na cidade de Resende, no interior do estado do Rio de Janeiro.
O projeto do Terra foi interessante, pois tivemos que aprender a montar uma empresa do zero. Primeiro, tivemos que elaborar um business plan e convencer o pessoal do Terra que era interessante abrir uma franquia na região de Resende. Elaboramos um plano, apresentamos ao Terra e eles aprovaram. Fizemos de tudo: suporte técnico 24 horas, anúncios em outdoor, televisão, concursos em rádio, convênio com lojas e cursos de informática. Chegamos a patrocinar festas de faculdade e muitos outros eventos. Foi uma experiência gratificante, pois tive que colocar para fora uma das qualidades que não sabia que tinha, a de vendedor. Sabia que era um bom técnico, mas nunca imaginei que pudesse vender.
O resultado foi que em um ano de operação, fomos eleitos duas vezes consecutivas a melhor franquia em vendas entre todas as operadoras do Terra. Depois de um ano, meu sócio quis voltar para o Rio para casar e eu estava achando que estava ficando burro em Resende. Precisava retornar para uma grande metrópole para me atualizar. Vendemos nossa operação e retornamos para o Rio de Janeiro.
O Cesar, sabendo de minha volta, me convidou novamente para trabalhar na Technosource, desta vez como Líder de Projetos. Voltei um pouco para meu lado mais técnico, mas o cargo exigia muita flexibilidade, inteligência e tato para lidar com clientes e profissionais. Fomos juntos tocando a empresa, depois de uns dois anos, resolvemos mudar o nome da empresa para Nexxa, mudamos de nome e de local. Na época, eu que atuava como Gerente de Desenvolvimento e fui convidado para o cargo de Diretor de operações e sócio. Em 1998 iniciei também o MBA Executivo no IBMEC e terminei em 2000. A experiência na Nexxa foi muito recompensadora, e depois de um tempo, resolvi tentar novos desafios, ainda tinha muita curiosidade sobre o meu lado comercial e gostaria de explorá-lo mais.
Foi então que me convidaram para a vaga de Gerente Comercial da Stefanini. A Stefanini é hoje uma das maiores empresas de consultoria da America Latina, presente em mais de 14 países. Na Stefanini aprendi muito sobre senso prático para realizar as coisas. O seu fundador, Marco Stefanini é uma pessoa extremamente dinâmica e empreendedora. Acho que a maior lição na Stefanini foi o de aprender a ser “acabativo”, ou seja, terminar o que você começou. Quantas boas idéias começamos e não terminamos, talvez porque faltou apoio ou porque nos focamos em alguma outra coisa? Eu aprendi a começar e terminar e acho que estando certo ou errado, não existe outra maneira de realizar coisas.
Na Stefanini, minha unidade saiu do zero, para um faturamento mensal de um milhão de reais por mês. Depois de três anos, fui convidado para o cargo de Gerente Executivo, onde já era responsável também por outros gerentes. Em 2006 fui convidado para estruturar a operação européia da empresa. Fiquei inicialmente responsável pela operação de Madrid e Portugal. Foi em Madrid que conheci o Sandro, que já trabalhava na Stefanini há quatro anos e com a minha ida ficou responsável pelas operações da Itália e Londres. A sinergia com o Sandro foi muito boa. Juntos mudamos de escritório e conseguimos em menos de seis meses fortalecer e “dar cara” de empresa para a operação da Stefanini no exterior. Para mim foi uma oportunidade incrível, desafiadora.
Infelizmente por questões pessoais: minha esposa iria ter o nosso filho, Vinícius,
fui obrigado a retornar para o Brasil. Logo fui convidado para ser Diretor de Serviços da RMS Software, uma empresa que desenvolve aplicativos para gestão focada no mercado de Varejo. Achei a proposta interessante e topei. Devo ter ficado uns quatro meses na RMS, trabalhando entre Rio e São Paulo, até que o Cesar me convidou para ser CEO do novo negócio que hoje é a Venture Commons.



Gostaria de saber como a Stefanini trabalha, e em que area ela atua. Ouço sempre bons comentarios referentes a esta empresa. Por isso gostaria de saber qual é a sua area de atuação. E como são formadas as equipes de funcionários.
September 12th, 2007 at 6:26 pmOi Marcela, a Stefanini é uma das maiores consultorias em Tecnologia da Informação da América Latina e a melhor do Brasil. Este ano ela completa 20 anos. Basicamente a empresa esta toda organizada em uma estrutura de Unidades de Negócios, Unidades Tecnicas e Unidades Administrativas. Normalmente o Gerente Comercial ou Gerente de Negócios, tem muita autonomia para formar equipes, essas unidades são responsáveis pela venda e entrega de todos os serviços da Stefanini e utilizam as Unidades Técnicas e Administrativas como apoio. Como eu já disse, trabalhar na Stefanini foi uma grande escola e com certeza recomendo a todos a experiência.
September 12th, 2007 at 7:16 pm[…] Subscribe by E-mail Biografia Jaime Vinicius de Barros […]
September 19th, 2007 at 1:13 pmOi Jaime,
Gostaria de conversar com você sobre testes de software, também já falei com o Sandro em Madrid.
Estou em S.P, se possível gostaria de agendar uma conversa. Pode ser ?
December 4th, 2007 at 9:14 pm